quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Postado emEconomia, Rio Grande do Norte

Pequenos negócios seguram empregos no RN em junho, mas saldo é o pior desde 2021

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Pequenos negócios seguram empregos no RN em junho, mas saldo é o pior desde 2021
Pequenos negócios seguram empregos no RN em junho, mas saldo é o pior desde 2021

O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte registrou saldo positivo de apenas 287 vagas em junho de 2026, o pior resultado para o mês desde 2021. Os dados são do Boletim do Emprego do Sebrae/RN, com base no Novo Caged, e mostram que, apesar do saldo positivo, a geração de empregos segue em trajetória de desaceleração.

No acumulado do primeiro semestre, o estado criou apenas 726 postos de trabalho, número muito inferior aos mais de 6 mil registrados no mesmo período de 2025 e aos 14 mil de 2024. O resultado é o mais baixo dos últimos cinco anos para o período.

Entre os setores, a Agropecuária liderou as contratações em junho, puxada pela safra do melão, seguida por Comércio e Serviços. Por outro lado, Indústria e Construção fecharam vagas, com destaques negativos para construção civil, serviços especializados e teleatendimento.

Os pequenos negócios continuam sendo o principal sustentáculo do emprego formal no estado, respondendo pela maior parte do saldo positivo acumulado em 2026, enquanto médias e grandes empresas têm desempenho inferior ou negativo.

Entre os municípios, Apodi liderou a geração de empregos em junho, com 279 vagas, seguido por Baraúna (154), Patu (140), São José do Seridó (99) e Riachuelo (93). Já as maiores perdas ocorreram em Natal (-344), Mossoró (-250), Parnamirim (-181), Açu (-48) e Afonso Bezerra (-45).

O Rio Grande do Norte teve o menor saldo de empregos entre os estados do Nordeste em junho, reforçando o cenário de perda de dinamismo. Para o superintendente do Sebrae/RN, Zeca Melo, os números indicam enfraquecimento consistente do mercado de trabalho. “Os dados mostram que a geração de empregos vem perdendo força desde o fim do ano passado. Mesmo com o início da safra do melão contribuindo para a abertura de vagas na agropecuária, esse movimento não foi suficiente para reverter a desaceleração observada em outros setores da economia. O aspecto positivo continua sendo a capacidade das micro e pequenas empresas de sustentar a maior parte dos empregos criados no estado, evitando um resultado ainda mais desfavorável”, avalia.

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