A qualidade do café é resultado de cuidados que vão desde a produção até o preparo da bebida. Práticas de manejo, fermentação, secagem e armazenamento impactam diretamente as características do produto final. O tema foi discutido durante a programação da Agência Sebrae na Festa do Boi 2026, reunindo especialistas e produtores para debater a valorização dos cafés brasileiros.
Na palestra “Qualidade do Café”, o consultor Marcos Kim destacou a importância do acompanhamento das etapas de produção para preservar as características dos grãos. Ele enfatizou a relevância da rastreabilidade, cuidados no pós-colheita e controle dos processos de fermentação, que ajudam os produtores a identificar oportunidades de melhoria.
Marcos Kim também ressaltou a necessidade de capacitação técnica, especialmente entre pequenos produtores que buscam agregar valor à sua produção. “O que adianta você ter uma fazenda maravilhosa, tecnificada, se as pessoas não estão capacitadas?”, questionou, sublinhando a importância do treinamento da equipe.
A programação incluiu ainda uma análise sensorial do café torrado, apresentada pela especialista Camila Arcanjo, que introduziu o Protocolo Brasileiro de Análise Sensorial. Essa metodologia considera as preferências dos consumidores na avaliação da bebida, reconhecendo que a percepção de características como acidez e aroma varia entre os indivíduos.
Camila explicou que o protocolo, desenvolvido com a participação de mais de 700 consumidores, busca entender como o público identifica características dos cafés e quais informações são relevantes na hora da compra. A comunicação dessas características permite que os consumidores escolham cafés que atendam suas preferências.
As discussões sobre a cafeicultura na Festa do Boi 2026 também abordaram os resultados do Projeto Cafés do RN e iniciativas voltadas à valorização da produção regional, que segue até este sábado (17) no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.