A indústria cafeeira do Rio Grande do Norte passou por significativas transformações desde a década de 1950, adaptando-se às mudanças do mercado brasileiro. Essa evolução foi discutida durante um encontro promovido pela Agência Sebrae na Festa do Boi 2026, que reuniu representantes do setor.
O engenheiro agrônomo Jheyson Dantas e o empresário Heyder de Almeida Dantas, presidente do SINDICAFÉ-RN, destacaram a trajetória da cafeicultura potiguar, que começou com a produção artesanal e enfrentou desafios como a limitação de infraestrutura e o controle governamental sobre a comercialização do café.
Heyder lembrou que, até 1990, as indústrias recebiam cotas de matéria-prima do Instituto Brasileiro do Café, o que restringia a aquisição direta dos produtores. Com o fim desse modelo, as empresas puderam comprar café diretamente, impulsionando a qualidade e a variedade do produto.
O mercado tem se diversificado, permitindo que pequenas torrefações encontrem oportunidades em nichos regionais. Heyder enfatizou que o interesse crescente dos consumidores por cafés diferenciados pode fortalecer a cadeia produtiva no estado.
Jheyson Dantas alertou para a necessidade de qualificação técnica para produtores que desejam torrar seu próprio café, ressaltando a importância de preservar a qualidade dos grãos. Ele destacou a necessidade de aproximação entre produtores, indústrias e instituições de apoio para fortalecer a atividade.
O evento também incluiu atividades sobre o Projeto Cafés do RN, abordando qualidade dos grãos e valorização da produção, como parte das ações do Sebrae-RN para fortalecer a cafeicultura regional. A Festa do Boi 2026 segue até 17 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.
