quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Postado emEconomia, Natal

Cooperativa em Natal capacita mulheres para transformar plástico em móveis

Cooperativa em Natal capacita mulheres para transformar plástico em móveis
Cooperativa em Natal capacita mulheres para transformar plástico em móveis
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Sete mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica estão transformando resíduos plásticos em móveis e outros produtos sustentáveis na Zona Norte de Natal. A iniciativa, apoiada pelo Sebrae-RN em parceria com a ONG The Human Project (THP), por meio do projeto ZRO, visa gerar trabalho e renda por meio da reciclagem.

Desde fevereiro de 2026, as participantes recebem formação em técnicas de reciclagem, fabricação de móveis, gestão e empreendedorismo. As atividades ocorrem em uma oficina instalada no Centro Educacional Dom Bosco, parceiro do projeto. Entre os produtos já desenvolvidos estão mesas, cadeiras, sousplats, porta-xícaras e prateleiras, utilizando plásticos de alta resistência como PEAD (2) e PP (5).

A capacitação é conduzida pela The Human Project, que já implantou oficinas semelhantes em outros estados. A unidade de Natal é a quinta do Brasil e integra o Programa Pró-Catadores no Rio Grande do Norte, voltado à inclusão produtiva e ao fortalecimento da cadeia da reciclagem.

Na última quinta-feira (30), representantes do Sebrae Nacional e do Sebrae-RN visitaram a cooperativa para acompanhar o desenvolvimento do projeto. A gerente de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, Mona Nóbrega, destacou que a iniciativa nasceu após a equipe conhecer o Programa Pró-Catadores durante o Conexão ODS, evento realizado no ano passado em Natal.

Um diferencial é a metodologia de formação: novas turmas são capacitadas por mulheres que já passaram pela experiência, fortalecendo o protagonismo feminino. As máquinas utilizadas foram desenvolvidas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possuem tecnologia aberta, permitindo sua reprodução sem patente.

A presidente da Cooperativa EcoD’ellas, Christiane Pessoa, conta que chegou ao projeto por meio do CRAS e encontrou uma oportunidade de ampliar horizontes. “Eu cheguei sem saber exatamente do que se tratava, mas logo percebi o potencial do projeto. Como já trabalhava com artesanato, enxerguei uma oportunidade de aprender uma nova atividade e desenvolver novas ideias. Hoje estou muito feliz por fazer parte dessa iniciativa”, relata.

Francinete Nascimento, de 37 anos, que antes era diarista, afirma que a cooperativa trouxe uma nova perspectiva. “Passei três anos dedicada aos cuidados da casa e dos meus filhos. Quando surgiu essa oportunidade, foi como uma luz no fim do túnel. Sempre gostei de trabalhos manuais e de colocar a mão na massa. Hoje me vejo crescendo junto com a cooperativa e acredito que todas nós já enxergamos esse projeto como uma empresa, com potencial para gerar renda e transformar vidas”, afirma.

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