O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) registrou um aumento de quase 50% no número de transferências de pacientes por quedas entre janeiro e maio deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Das 258 pessoas atendidas, mais da metade eram casos de trauma.
Este cenário é especialmente preocupante no Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de outubro, uma data promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecida pelo Ministério da Saúde. O Into, que atende apenas pacientes com traumas de maior complexidade, constatou que a maioria dos casos exigiu avaliação especializada e, em muitos, a necessidade de cirurgia.
Segundo Tito Rocha, chefe do Centro de Trauma do Into, o envelhecimento da população é um fator crucial para o aumento das quedas, com mais de 70% dos pacientes atendidos tendo 60 anos ou mais. Ele destaca que a perda de equilíbrio, força e acuidade visual são comuns com a idade, tornando os idosos mais vulneráveis a acidentes.
Rocha alerta que, enquanto jovens podem se recuperar rapidamente de quedas, os idosos frequentemente enfrentam complicações graves, como fraturas que necessitam de cirurgia e riscos de infecções durante a internação. A mortalidade associada a fraturas em idosos é significativa, com taxas de 20% a 30% em até um ano após a queda.
Para prevenir quedas, o especialista recomenda duas medidas principais: a prática regular de exercícios físicos para manter a força muscular e a adaptação do ambiente doméstico, como a instalação de barras de apoio no banheiro e a remoção de tapetes soltos. Essas ações podem reduzir consideravelmente o risco de quedas e suas consequências.