A Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI21), realizada na última sexta-feira (05) no Rio de Janeiro, destacou os avanços e desafios na modernização das economias sul-americanas. O evento, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), abordou a importância de um acordo de livre-comércio com a União Europeia.
Durante a abertura, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, enfatizou a necessidade de união entre os países do Mercosul para reduzir a pobreza e aumentar o poder aquisitivo. Ele questionou: “Se a Europa conseguiu se unir, a despeito de conflitos históricos, porque nós não conseguiríamos?”
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também participou do evento, ressaltando a importância da modernização do Mercosul em um mercado competitivo. Ele destacou que o Brasil busca maior abertura de mercados e a integração das cadeias produtivas como essenciais para a recuperação econômica.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou a necessidade de liberalização comercial e anunciou a redução das alíquotas de importação de 87% dos itens tributados. “É um momento ideal para fazer abertura, ainda que tímida, da economia”, afirmou Guedes.
Os painéis do evento abordaram a relevância do Mercosul e a necessidade de ajustes para garantir ganhos contínuos. A representante da Câmara Brasileira da Economia Digital, Anahi Llop, destacou que o tratado com a União Europeia é crucial para o desenvolvimento da cadeia produtiva.
O evento também marcou a transição da presidência pro tempore da CCCM para a Câmara de Comércio e Serviços do Paraguai, com a promessa de continuidade na colaboração entre os países membros.
